Sururu: da maré à mesa
Mais do que um ingrediente, uma história de águas, trabalho e conhecimento local.

Um sabor que começa no território
No estuário do Jaguaribe, os moluscos fazem parte de uma cadeia de trabalho que começa na relação das comunidades com o ambiente costeiro. O registro de campo reúne etapas de seleção, beneficiamento e preparo, oferecendo uma perspectiva sobre os saberes locais.
O que aparece no prato é apenas uma parte dessa história. O restante está no conhecimento de quem reconhece o ambiente, seleciona o produto e participa das etapas de limpeza e preparo.








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Da coleta ao beneficiamento
As fotografias mostram uma sequência de trabalho: os moluscos reunidos, a separação manual, o processamento e o preparo em panela sobre fogo a lenha. O modo de fazer pode variar entre famílias, e as imagens não estabelecem uma receita única.
Para consumo, a procedência sanitária é essencial: moluscos bivalves podem concentrar contaminantes. Não consuma exemplares coletados sem informação sobre a qualidade da água e as condições sanitárias; siga a orientação da vigilância sanitária e cozinhe adequadamente.
Quem conta essa história
A memória da mariscagem em Fortim também é a memória das mulheres que trabalham e vivem no manguezal. O acervo documental da Universidade Federal do Ceará reúne uma pesquisa específica sobre o cotidiano das marisqueiras do município.
Registros que preservam o conhecimento
Dois vídeos de campo do acervo sobre o sururu. Fotografias e vídeos: Vagner da Costa Teobaldo.